No Brasil não há uma regulamentação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o produto, saber responder a essa pergunta pode evitar que você gaste mais do que deveria ou use um produto que, na verdade, não traz nenhum benefício orgânico.
No país, os principais selos que classificam os cosméticos orgânicos são do Instituto Biodinâmico (IBD) e da francesa Ecocert. O que faz dos orgânicos diferentes dos cosméticos convencionais é uma porcentagem variada de ingredientes certificados. Eles não possuem matéria-prima sintética, derivados de petróleo (como silicone e óleos minerais) ou produtos geneticamente modificados e testados em animais. Também são livres de agrotóxicos.
Um hidratante facial ou corporal orgânico tende a ter uma qualidade superior à de um tradicional. Em vez de conter óleo mineral, que não penetra na pele, possui óleos essenciais, muito mais eficazes. Eles estimulam a cicatrização e a produção de colágeno e elastina, além de hidratar profundamente. Por outro lado, os produtos orgânicos capilares podem causar frustração. Sem o silicone, os condicionadores não deixam os cabelos tão bonitos como os produtos tradicionais, não dão brilho nem permitem o penteado que o consumidor espera. E os xampus não fazem espuma e não tiram toda a sujeira dos fios. O preço também é um fator que pode afugentar o consumidor não muito preocupado com o conceito de sustentabilidade: um xampu de 200 ml pode sair por R$ 40. Por isso, é mais fácil encontrar cosméticos orgânicos brasileiros na Europa que nas lojas daqui.
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