A palavra cosmético vem do grego kosmetikós, que quer dizer “o que serve para ornamentar” (ornamentar é o mesmo que enfeitar!).
A preocupação com a aparência existe desde tempos pré-históricos, quando rostos pintados e corpos tatuados serviam para afugentar maus espíritos e agradar os deuses.
Pigmentos vermelhos já eram aplicados nos lábios em 5000aC, potes de óxido de ferro vermelho foram encontrados no interior dos túmulos antigos sumerianos e egípcios. As misturas de metais pesados davam o tom esverdeado para impregnar e proteger as pálpebras dos nobres.
É também com a civilização egípcia que surge a distinção: “Mulher de pele clara” e “Homem de pele escura”. Cleópatra bem representou o ideal de beleza daqueles tempos. Carismática e poderosa, a bela imortalizou seu tratamento banhando-se em leite, cobrindo as faces com argila e maquiando seus olhos com pó de khol.
Dizia-se que Pompéia, a favorita de Nero, tinha a pele muito branca graças ao resultado de constantes banhos em leite de jumenta. Ela lançou moda e todas as romanas abastadas eram dadas às máscaras noturnas, onde ingredientes como farinha de favas e miolo de pão se combinavam ao leite de jumenta diluído para formar papas de beleza. Mas a verdade é que a bela complementava seus tratamento de clareamento da pele maquiando as veias dos seios e testa com tintura azul. Esta aparência translúcida foi imitada em misturas de giz, pasta de vinagre e claras de ovos durante muitas décadas.
Aproximadamente em 150AC o físico Galeno criou o 1o creme facial do mundo, adicionando água à cera de abelha e óleo de oliva. Mais tarde o óleo de amêndoas substituiu o azeite e a incorporação de bórax contribuiu para a formação da emulsão, minimizando o tempo de processo. Estava aí a primeira base para sustentar os pigmentos de dióxido de titânio e facilitar a aplicação na face; nascia a base cremosa facial.
Durante a Idade Média, o batom nascia com o açafrão: as pessoas utilizavam essa plantinha de origem européia para colorir os lábios! E tem mais: sabe quando a fumaça toma conta de um lugar e depois que ela passa fica aquela “coisa” preta grudada nas paredes e no teto? Essa “coisa” é chamada de fuligem e, na Idade Média, as pessoas utilizavam essa substância para escurecer os cílios (aqueles pelinhos ao redor dos olhos).
Outra grande arma era a sálvia, que deixava os dentes mais branquinhos. E sabe qual era o segredo para deixar a pele mais macia? Clara de ovo ou vinagre!
Ainda no século XVI a preocupação com higiene pessoal foi deixada de lado, o que ironicamente contribuiu para o crescimento do uso da maquilagem e dos perfumes.
É somente no século XX, com os avanços da indústria química fina, que os cosméticos se tornam produtos de uso geral.
Na década de 70 as cores de maquiagem tornaram-se populares, acompanhando as coleções de alta-costura francesa, italiana e inglesa.
Cada vez que um grande costureiro lançava uma nova coleção de cores e formas para as roupas, lá vinha um tom de sombra específico para os olhos, uma nova cor de boca.
E é no final da década de 80 que entram em lançamento as fórmulas evoluídas para cosméticos pigmentados.
Hoje podemos nos beneficiar do produto que colore e trata a pele,
limpa, perfuma e protege os cabelos, como nunca antes na história da humanidade.
Os cosméticos enfrentaram algumas resistências na história.
Várias foram as dificuldades encontradas pelos cosméticos ao longo de sua história. Na Grécia, uma lei do século 2 proibiu todas as mulheres de tentarem esconder sua “verdadeira identidade” antes de se casarem… Ou seja, nada de maquiagens para tentar ficar menos feia!
O Parlamento britânico foi mais longe em 1770, permitindo a anulação do casamento caso a noiva estivesse de maquiagem, dentadura ou peruca!! Mesmo assim, nos anos seguintes, a maquiagem pesada ganhou força tanto na Inglaterra quanto na França.
O batom e sua história.
Acentuar o vermelho dos lábios é um dos hábitos mais antigos na história da vaidade feminina. O costume de colorir a boca tem suas raízes no Egito e, diferente do que se acredita, não foi instituído por Cleópatra. O busto de outra rainha egípcia, Nefertite, exposto no Museu de Berlim, prova que lábios femininos já eram pintados mil anos antes da era de Júlio César.
Para enfeitar a boca em busca da sensualidade, as mulheres do Mundo Antigo recorriam às alternativas naturais. No Egito as moças usavam “púrpura de Tyr”, enquanto as gregas aplicavam uma raiz vermelha chamada “polderos” com cerato de mel para dar um aspecto mais saudável e úmido aos lábios.
Mas apesar da postura radical da igreja e dos costumes rígidos, com os desenvolvimentos científicos o ato de pintar os lábios tornou-se moda desde o século XVII, quando as pomadas coloridas tornaram-se mais acessíveis e seguras.
Em 1921, Paris é palco de uma verdadeira revolução na história do batom; é a primeira vez que um produto desta categoria é embalado num tubo e vendido em cartucho. O sucesso é tal que em 1930 os estojos de batom dominam o mercado americano, trazendo uma nova fase para o desenvolvimento destas formulações.
Rhocopis, um perfumista francês, foi o responsável pela revolução que definitivamente trouxe o batom para a vida das mulheres deste século. Seu invento, o “bàton serviteur”, era uma massa composta de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota e limão, de cor vermelha, cuja textura se devia ao acréscimo de gordura de cervo.
A fórmula sólida do batom teve início na década de 30. Mesmo assim a receita básica não sofreu radicais mudanças. Ela é até hoje uma dispersão de cores numa base gordurosa, permitindo a fácil aplicação de uma camada uniforme.
Com as novas técnicas, o batom não apenas dá cor como também protege a pele delicada dos lábios contra o frio, vento e sol.
A morena Marilyn Monroe usava maquilagem clara e pintava lábios vermelhos intensos, atraindo e intensificando sua feminilidade.
O Baton ideal deve:
Ter tonalidade permanente e atual, uniformemente distribuída;
Ser apresentado em estojo prático, funcional e estético, capaz de proteger o produto em sua vida comercial;
Possuir boa resistência a ruptura, fundindo-se suavemente quando deslizar sobre os lábios;
Ter boa aparência;
Ser fiel a sua cor, isto é, a cor imprimida nos lábios deve ser a mesma do baton. A cor do baton pode modificar-se com o PH labial.
Shampoo
Um dos produtos cosméticos que surgiram no século IV foi o shampoo, que nada tem a ver com os que utilizamos atualmente, eram uma mistura de ervas e argilas que eram aplicadas sobre o cabelo não somente para limpá-los mas também para atacar piolhos e outras infestações do couro cabeludo.