segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Conheço alguém assim.

   Li este texto e achei muito interessante. Resolvi dividir com alguém.




Toda família tem uma mulher canalha”
A afirmação é da autora do livro “Canalha, substantivo feminino”. Martha Mendonça desvenda as canalhices do universo feminino

Quem disse que só os homens sabem ser canalhas? A jornalista Martha Mendonça não só questiona esta prerrogativa como traz histórias para elucidar o fato de que, sim, elas também podem ser cruéis e cafajestes em uma relação a dois. “As canalhas se fazem se vítimas, fazem com que os outros sejam prisioneiros. Qualquer família tem uma mulher canalha desse tipo”, afirma Martha.
Em seu novo livro “Canalha, substantivo feminino”, Martha traz seis histórias narradas em primeira pessoa. Em todas elas, é a mulher quem trapaceia, mente, trai e, sem dó nem piedade de seus companheiros de trama, usa e abusa dos sentimentos alheios. Ali estão os - não tão raros - exemplares da natureza amoral que a jornalista conjuga em gênero feminino.
As protagonistas dos contos são: Larissa, ex-estagiária, e a relação com seu chefe; Ângela, promotora de eventos, e o caso com o namorado de sua filha; Ingrid, a modelo e atriz que tenta ser alpinista social; Mariana, arquiteta, que se envolve com um amigo da juventude; Diana, professora de inglês, que resolveu testar o ciúme de seu noivo; e, por fim, Cristina, dentista, e o ódio que desenvolveu pelo marido ao longo dos anos.
A autora diz que não fez uma pesquisa de campo sobre o assunto. Apesar disso, já é chamada de “canalhóloga”. “Várias mulheres que souberam do meu livro, antes de publicado, mandaram e-mails dizendo que queriam lê-lo como livro de cabeceira. Elas se identificam com as histórias”, conta.
iG: Como identificar uma canalha?

Martha Mendonça: O maior problema é que elas não são de fácil identificação. Entre tantas, tem a pior, que é a frágil e manipuladora. Elas atuam na vitimização, na chantagem emocional e vão pondo o homem contra os filhos, contra a família... Até conseguir o que querem. As canalhas se fazem se vítimas, fazem com que os outros sejam prisioneiros. Qualquer família tem uma mulher canalha desse tipo. Pode passar uma vida e ninguém vai identificá-la.
iG: Que conselhos você daria para um homem não cair no papo de uma canalha?

Martha Mendonça: Ah, coitadinhos dos homens, né? (risos). Bem... Nunca achar que uma mulher é muito perfeita. Se ela parece perfeitinha demais, coloque o pé atrás, alguma coisa está errada ali.
iG: “Uma” canalha é pior que “um” canalha?

Martha Mendonça: Depende dos canalhas, de ambos os lados. As canalhas se acham as piores, pelo menos é o que acham os homens. Costumo dizer que os homens são mais canalhas na quantidade. Já as mulheres são mais canalhas na qualidade.
iG: Toda mulher tem um lado canalha?

Martha Mendonça: Não estou aqui para dizer que a mulher é canalha, mas para dizer que pode ser também. Como pode ser tudo. A gente tem capacidade para tudo. Até para ser canalha, por que não?
iG: A pessoa é canalha por desvio de caráter ou por puro sentimento de vingança?

Martha Mendonça: É a junção da natureza com a necessidade de autoafirmação. Elas não são movidas de vingança. Prefiro até que as chamem de louca. É engraçado, porque depois desse livro estão me chamando de “canalhóloga”. Mas
recuso este título, porque não fiz uma pesquisa de campo.
iG: São histórias baseadas em fatos reais?
Martha Mendonça: Histórias completamente verídicas, não. Mas todas elas têm alguma inspiração em alguém que eu conheci.
iG: Por que resolveu escrever este livro?

Martha Mendonça: Quando tento entender a mim mesma por que resolvi fazer este livro, me vem à cabeça um outro livro, o “Meu querido canalha”, coletânea de contos. Nele, os homens eram sedutores e as mulheres tremendas idiotas. Isso me aborreceu. Gostar de ver o lado pelo avesso, ver outro ângulo. Quando comecei a escreveu o livro, resolvi fazer uma homenagem a todos os autores homens daquele livro e inclui o nome deles nos meus personagens. Ruy (Castro), Geraldo (Carneiro), Marcelo (Madureira), entre outros...

E viva a diferença.

 Ah, o diferente, esse ser especial!

Diferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não aguentar, caso um dia venham a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas.

Um diferente medroso, este sim, acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride. Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar - mesmo sem querer - alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano.

O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais, de mãos dadas, e até mesmo alguns adultos, por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em: "Puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um estilo próprio em: "Você não está vendo como todo mundo faz?".

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações, os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.

É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas; concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria onde o hábito rotiniza; sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio, e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, cegos, inteligentes em excesso, bons demais para aquele cargo, excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha, de malícia ou de baba. Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.

Por Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros (1936/2008) - Advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político brasileiro
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Furunculo ou ( abeça de prego). Quem nunca teve ?

 Caros amigos. Estou escrevendo essa matéria para esclarecer um pouco sobre esse incômodo .
   Estaphylococcus aureus são os causadores  da infecção do folículo piloso, originando assim, os furúnculos, ou cabeça de prego. Essa bactéria vive na superfície da pele.Que se multiplicam  a temperatura ambiente e produz um contaminante tóxico e que causa doenças.  Esta bactérias podem ser encontradas nos seres humanos pele, (cortes infectados, nariz e garganta). Existem outros fatores que podem ajudar na contaminação. Ex: Em alimentos não lavados, mãos sujas, roupas sujas... Não coma queijo cru, asse bem as carnes, aves e ovos. Podem ainda ser encontrada em atum batatas e massas.
 Os sintomas são : Náusea, vômito, cólicas, Abcesso (vermelhidão e inchaço).
Como prevenir? Lavar bem as mãos antes e após manipular alimentos. Lavar utensílios e superfícies que estão em contatos com alimentos.